Stoner Mood On [ou] Começando
05.12.2008 | 42
Já devidamente instalado de vez em São Paulo. Deu tudo certo. Desde que cheguei aqui só consigo escutar stoner/sludge/doom - e não estou reclamando. Como parte da experiência de adaptação acho que essa trilha cumpre seu papel importante de dar nuances mais densas e puxadas a dias caminhando impiedosamente entre pessoas que caminham impiedosamente também enquanto começo a reconhecer nomes de ruas e locais numa cidade nova. MUNIDO de fones de ouvido com noise canceling (tecnologia que supostamente cria uma espécie de REDOMA isolante no seu ouvido pra deixar mais intensa a audição de la música), disparando MOODS no twitter para tiagón e recebendo links certeiros vejo que não poderia ser melhor o momento para fazer um adendo a este post dele.
O meu blog é um sucesso. Um puta dum sucesso. EPIC. Minhas MÉTRICAS: feedback e leitores SAFOS [check] - indicações de discos, livros e filmes para alimentar a alma [check] - conhecer pessoas incríveis, diferentes de mim e conversar com elas sem tirar um sorriso do rosto [check] - ter experiências incríveis em áreas que eu desconhecia completamente [check] - proporcionar experiências profissionais [check]. Pouco importam visitas, backlinks e rankings. Not my thing. Fácil um PRO-BLOGGER tachar minha atitude como coisa de LOSER, mas se eu apenas dizer que a senhora que divide tudo comigo veio até mim por causa deste blog consigo DESARMAR tudo que ele disser.
Coleciono EPIC WINS a rodo e escolhi trocar centavos de adsense, centenas de reais de um publieditorial e relevância bloguerística por pessoas que me ensinaram coisas importantes. Que me aguentam e entendem neste momento em que estou numa cidade nova sem saber porra nenhuma. O Doda já deve estar de saco cheio de escutar minhas exclamações de euforia ao descobrir coisas novas e legais no meu escritório.
LOVE YOU ALL. Slow blogging: me likes it - e vou usar como desculpa.
[não seria exagero dizer que essas útimas semanas foram como um bom episódio de Entourage que ainda não terminou, fuck yeah - até ingressos pro Radiohead eu ganhei - you think i ain't worth a dollar, but I feel like a millionaire]
11 ComentáriosI Conquer Knowledge
18.11.2008 | Geral
Depois desse post do Bruno lembrei que o Henry Rollins além de ter aquele programa bacana de tv (e de ser uma bomba de testosterona) tem uns especiais de stand up no mínimo sensacionais. Aproveitei o embalo e subi no tubo um pedaço do especial de 2006 em NYC do homem. Entenda melhor como funcionam caras como eu, tiagón, bruno, whatever. Nós rodamos assim (tradução para that’s how we roll:
4 ComentáriosSem links nem nomes [ou] Dias na selva de pedra
06.11.2008 | Geral
Veja bem. Neste momento estou na sala de um apartamento em algum lugar que insisto em chamar de Butantã mas não é bem lá (apesar da onipresença de placas em todo lugar dizendo que cá estou, ENFIM - não vou discutir geographics agora) assistindo Cheap Trick na TV e sentindo a brisa um tanto mole que entra pela janela. Estou em São Paulo, a gigante selva de pedra, ou como gostei de pensar nos últimos dias: uma enorme sitcom involuntária. Estou na casa de um amigo, um colega, um conhecido, um cara que gosto de chamar de my brother from another mother. Esse cara eu conheci anos atrás pela INTERWEBS e desde então discutimos por messengers e afins coisas que caras como nós discutem e descobrimos que somos um tanto parecidos.
Quando deu deste escriba chegar na grande cidade ele não tardou em ofercer sua sala espaçosa e seu colchão de ar pra me acolher. Lembra aquele papo babaquinha que os professores de comunicação te dão nos primeiros semestres, que vivemos num tempo de conectividade alta e troca de informações e blábláblá? Foi por causa dessa merda que pude chegar do outro lado do país e ter um cara gente fina pra me acolher, mesmo sem ter me visto pessoalmente nunquinha. É babaquinha, mas é lindo de se pensar. E de se viver. Tô te dizendo.
Não só conheci esse brother como com uma simples troca de emails (alguns cunhados com intimações veladas, é bem verdade) pude chegar com o pessoal QUIRIDO do twitter e blogues e dizer cá estou, venham me encontrar e regozijar. E os putos vieram. Uns bem que já estavam aqui e não fizeram muito esforço, mas outros sairam de suas casas, pegaram estrada e trânsito apenas pra encontrar eu, um índio poser. Po, maior responsabilidade, fiquei pensando, esses caras são meus conhecidos e tudo mais, só que puseram um esforço pra vir aqui bater um papo, tenho que ser, sei lá, produtivo! E aí contei um monte de histórias naquela mesa (CALMA, começou a tocar MARVIN GAYE NA TV) pra eles. Acho que me dei bem.
Os caras disseram coisas boas por aí sobre nossos encontros e tenho que dizer que abraçar esses putos, escutar suas vozes, seus trejeitos e risadas foi um tanto (tantão, dizaê) bacanoso e delicía. Não fala pra ninguém, mas enquanto eu estava ali rindo e explicando pra um certo senhor que Josh Rouse é um daqueles caras magicos do pop deu um sentimento de bem estar, não peraí, não é só isso. Deu um sentimento de i belong here. Isso. E foi lindo pra cacete. Tive de atravessar meia internet (e meio país) pra encontrar esses caras mas valeu cada byte e milha.
Teve um outro cara que foi me encontrar esses dias que também conheci assim (na verdade praticamente todo mundo que conheci pessoalmente foi assim, via interwebs, olha que negócio freak) trocando mensagens e recomendações internédicas e fiquei enormemente feliz de tê-lo encontrado, um puta coração bom e um papo delícia de se bater, além de espalhar a sua paz de espírito sem a menor cerimônia. Tô ficando piegas? foda-se. Esse cara não só me encontrou uma vez, mas duas, três e sei lá quantas e me contou sem pressa suas histórias e dividiu conhecimentos sem eu pedir. Enquanto eu estou aqui tentando começar uma coisa nova na minha vida ele está encerrando outra e aproveitou pra dar uns insights incríveis (sempre permeados por um “puta, isso que eu fico puto, ninguém me falou isso antes”). Mestre.
Também tive meus momentos sozinhos pela cidade grande, errando por ruas que que jurava que dariam onde eu queria (mas insistiam em não dar mesmo depois de consultas efusivas no google maps e projeções hi-tech do meu percuso - nunca duvide da sua capacidade de se perder numa linha reta) e entrando aqui e ali pra tomar um café e ver que apesar da longa distância eu não sou um cara tão deslocado aqui, veja só. Eu tava perdido mas tava em casa. Vai explicar um negócio desses. Tem um texto do Warren Ellis sobre isso mas que me falta vontade de procurar, mas é muito bom. Anota aí, tem informational superhighway no meio.
E não vou citar nomes nem dar links nenhum porque além de ter conhecido uma tonelada de gente que nem a pau vou lembrar tudo prefiro que cada um sinta-se agradecido por este escriba por ter me encontrado e conversado seja numa mesa se boteco ou numa andada pela Paulista. E também porque deu uma enorme preguiça de linkar todo mundo e desse jeito a coisa fica mais ENIGMÁTICA e profunda, né não. Pessoas, obrigado. Muito obrigado. Parece que a gente ai ter que fazer tudo isso outra vez.
4 ComentáriosDo vídeo que deixou um blogueiro triste
21.10.2008 | Geral
Quando eu pensava que ficar com minhas mp3 catadas nos cantos mais obscuros da internet e minha caixa do Muddy Waters era o suficiente para continuar seguindo em frente eis que aparece uma pequena música incrivelmente bela que me faz virar para a música pop outra vez. Na verdade nem tão pop, mas vocês entendem o que quero dizer.
O vídeo abaixo é incrível. Não faz nem algumas semanas que escutei o elogiado disco de Bon Iver inteiro (e dormi durante a metade). Não achei nada demais, mas como certas coisas precisam de um segundo olhar ou um safanão no ouvido pra prestar atenção no que está sendo cantando só com o vídeo abaixo escutei o disco com outros olhos.
Pra mim é genial (agora tu chama de genial, né?). Sabe quando você fica tamborilando na mesa da sala da casa que um dia você morou uma canção que não sabe direito da onde veio (Ellioth Smith ou Jonnhy Cash mesmo? Ah, deve ser Afghan Whigs!) e do nada começa a imitar com a voz vários instrumentos distintos como uma criança que acha que o som da sua guitarra de brinquedo é igual aquela que viu na televisão um cabeludo tocar. Deve saber.
Eu fico é besta e nem toda a minha marra de aprendiz de Spider Jerusalem me segura. Assiste isso aqui então. Aí tu vais percever melhor do que tô falando, gafanhoto. Maldita música nossa de cada dia.
Maldita. Fico de ouvidos abertos na rua pra não deixar esse tipo de coisa passar em branco, vai que caminhando por aí não encontro algo semelhante.
3 ComentáriosAlgum tempo atrás escrevi esse post sobre uma história em quadrinhos que eu procurava. Rendeu comentários bacanas como o do mestre Luwig e de Guga Schultze, um cara que seria apenas mais um comentador neste nada humilde blog se não fosse o seu segundo comentário postado hoje em que disse ter achado a tal história de Loustal, Terra de Ninguém, e que estava disposto a me enviar!
Pra tu ver como a internet é uma coisa linda, esse negócio de geração web e era da informação. Quando não são os companheiros do Impop mandando uma bordoada atrás da outra em forma de discos via shared do google reader, email e twitter é alguém comentando em algum post antigo e me trazendo boas novas. Algumas horas atrás o Guga enviou as duas páginas em alta resolução e depois de anos pude ler a história que apenas constava em fragmentos na minha cabeça em frases como “A mais simples paisagaem emitia uma poesia indefinível, uma sensação de melancolia benevolente.”
É como reler um conto que você quera saber decorado mas só pode ler uma vez. Achar a cena perfeita num filme japonês que te custou meses assistindo filmes do Ozu.
Fica aqui o meu agradecimento ao novo companheiro Guga (que também escreve, veja só) e disponibilizo a tão falada história de forma legível e numa página única lá no FRAG! e clicando aqui você pode baixar o .cbr para ler no seu programa leitor favorito de quadrinhos as páginas separadas em resolução mais alta ainda. Coisa de colecionador. Epic win.
6 ComentáriosOs infernos de Murdock [ou] Daredevil
18.09.2008 | Nerdices

Alguns anos atrás lembro que li alguns números soltos em algumas revistas da Panini da fase de Brian Miachel Bendis em Daredevil após o reboot do título (em 1998 a numeração que vinha desde 1964 voltou para o número um novamente) e fiquei com a impressão que um dia teria que ler aqui direito, havia algo muito interessante sendo feito ali. Era diferente do que já havida lido sobre o personagem pelas mãos de Frank Miller. Fui saber depois por resenhas que essa fase de Bendis inaugurou praticamente uma nova mitologia pro personagem, mudou a forma como ele seria percebido pelo grande público. Minha curiosidade aumentou.
Como era só uma questão de oportunidade meses atrás peguei quase todos os números publicados (atualmente no 110) e faz alguns dias que comecei a ler. Antes de chegar na fase Bendis tive de passar por terríveis números escritos por Kevin Smith e ilustrados por uns caras que faziam escolhas bizarras (em um dos números o rosto do Murdock parecia a de uma criança de sete anos). Fui lendo apenas os recaps sem muita atenção até chegar ali no número 26, o primeiro com roteiro de Bendis. Enfim a coisa começou de verdade.
Eu já sei por alto o que vai acontecer, culpa de anos lendo aqui e ali algo sobre o personagem, mas ler número por número mostra-se uma experiência mais recompensadora. A queda do Kingpin e o começo do maior inferno pessoal que Murdock passará é praticamente um épico dos quadrinhos modernos. Há toques de Mario Puzo na narrativa detalhada que utiliza longos diálogos para contar histórias de crime assim como um aspecto trágico eminente digno de um bom episódio de Sopranos. Eu imaginei que seria bom porém não esperava que fosse tanto, que me revelasse um Daredevil que nada tem de colorido ou saltitante quanto a versão para o cinema. O traço pesado e realista de Alex Maleev contribui pra que essa imagem suma, o seu Daredevil é soturno e vive numa Hell’s Kitchen suja e nada amigável.
Ainda estou ali pelo número cinquenta e pouco e ainda há muita coisa pra ler. Virou um hábito diário folhear alguns números. Acho que não aguentaria esperar os anos que levaram para que tudo fosse publicado.
ComenteGod hates fangs [ou] True Blood
17.09.2008 | Séries

Assisti o segundo episódio de True Blood, nova série da HBO criada por Alan Ball, o homem por trás de Six Feet Under. Baseada na série de romances The Southern Vampire Mysteries, a série se passa num mundo onde os vampiros se revelaram aos humanos após a criação de um sangue sintético pelos japoneses em busca de aceitação na sociedade para viverem em sua vida de bebedor de sangue em paz. É uma premissa bacana, interessante em vários aspectos e vendo os nomes envolvidos na produção eu esperava algo legal.
Mas não foi bem assim, meses atrás o episódio piloto vazou e deu pra ver que a premissa foi mal aproveitada e os personagens não passavam de um amontoado de clichês. Pensei que o segundo episódio melhoraria um pouco as coisas, conhecendo o ritmo lento de Six Feet Under. Porém parece que pra cada uma coisa bacana que aparece na série ao menos três ruins vem junto e minhas esperanças ficaram mais baixas. O que poderia ser uma série inteligente de fantasia sobre vampiros está se tornando uma espécie de Buffy com mais sangue e rednecks - claro que tem o ar HBO aqui e ali com a mistura de sexo e violência com assuntos vampirescos, mas até isso não é lá grande coisa. Por fidelidade a casa continuarei assistindo, mas acho que não vai melhorar muito.
Por enquanto a melhor coisa da série é a sua abertura. Criada pela mesma agência que fez a de Six Feet Under, Dexter e House mistura várias imagens que compõem o cenário sulista-sujo da série como religião, vampiros, rednecks ao som do country blues dark “Bad Things” de Jace Everett. Essa abertura é diferente da mostrada no piloto, que apesar de um tanto crua focava num outro lado da temática da série, mas com a mesma canção de fundo. Já tá no meu player.
2 ComentáriosFaz semanas que tô trabalhando no III Festival Se Rasgum e ainda não tive a manha de postar aqui sobre o negócio - que era algo que eu queria fazer faz um tempo já. Você que me lê de outro lugar que não seja Belém provavelmente não deve conhecer as festas da Dançum Se Rasgum. Elas começaram em inferninhos abarrotados de indies e música delícia e se transformaram num puta festival anual que é o justo carregador de maior festival alternativo da Amazônia (e olha que nem tô sendo pago o tanto quanto o mané do Doda pra falar isso). A constante em toda a trajetória da Se Rasgum é a música fodidamente boa e a vontade de fazer neguinho ficar sem ar de tanto pular. É pra indie suar mesmo.
Te dizer que foram as primeiras festas que me meti na vida anos atrás. Belém não era uma cidade lá muito grande no quesito variedade cultural e eu, um cara que tinha começado a morar sozinho e estava procurando algo pra preencher a lacuna dos finais de semana encontrei essas festas por acaso. O pessal falava que “rolavam a cada quinze dias num lugar bacana e tocava Pixies e Strokes e umas paradas lá que não reconheci mas eram legais”. Isso faz uma pá de anos, quando strokes era sei lá, o sinônimo absoluto de hype e baixar mp3 indie exigia horas de pesquisa e sorte no download.
Dessas festas abarrotadas começaram os shows (hoje históricos) de bandas nacionais. Um desses, o do Sapatos Bicolores em 2005, por muito tempo ficou como o o maior show de rock que vi. Tocaram tanto só pela vontade de deixar geral dançando que acabaram as músicas que eles sabiam, só pra tu ter uma noção. Dancei absurdamente com a minha senhora o rockabilly dos caras numa madrugada quente sem parar. Ainda tiveram vários shows do Wander (lembro que no primeiro cantei o show inteiro, coisa digna de fã do legião), Autoramas, Los Pirata, Nervoso e Superguidis (o melhor show que já assisti em flashes) que não só destruiram tudo como me deixaram dolorido no dia seguinte. As festas Se Rasgum são tão importantes na minha formação cultural quanto Hemingway ou Bukowski. É minha HBO das festas de rock.
E dos shows infernais surgiu o Festival Se Rasgum, que desde 2006 bota Belém no calendário de festivais alternativos nacionais e continua destruindo tudo. É uma coisa única na região e agora na terceira edição se tornou um evento indispensável pra quem quer ver algumas das mais legais bandas nacionais - e gringas também, ano passado os stoners do Nashville Pussy espirraram whisky em todo mundo. O festival desse ano tem tanto os suecos do Shout Out Louds (ah, esses caras vão derreter no calor daqui) Canastra quanto Montage, passando por Curumin e Do Amor só pra dizer alguns nomes bacanas que vão tocas nos três dias de shows. E é a primeira vez que oficialmente tô participando das engrenagens da coisa. Todo o material gráfico e web é culpa da Libra Design, o estúdio que acolhe este escriba e ainda tô metendo a mão em outras coisas aqui e ali (espere otras cosas más nos próximos dias).
Depois de anos indo pras festas e shows agora posso ver melhor como as coisas funcionam e bater um papo com os caras que fincaram a bandeira de cidade da boa música em Belém. A correria pra botar o site no ar, pra aprovar isso e aquilo, saber que banda vai tocar que dia, esquematizar ações e ainda escolher bandas pra olhar de perto tem sido sensacional. Então semana que vem nos dias 19, 20 e 21 eu estarei lá, e se você estiver aqui em Belém, não vai ter lugar melhor pra estar.
No site tem todas as infos necessárias e lá no escritório estaremos vendendo ingressos também, checa o endereço no site. Chega lá pra gente tomar um café.
2 ComentáriosDon’t Drop The Soap [ou] Welcome to Hoxford
09.09.2008 | Nerdices
Desde que o homem começou a anunciar em seu blog sobre o seu novo trabalho eu fiquei interessado e finalmente tive tempo de ler o primeiro número hoje. Ben Templesmith além de um grande ilustrador de horror (e de crime também) também se mostrou um autor competente em Wormwood - com muito a aprender, mas promissor. Essa mini chamada Welcome to Hoxford é mais um trabalho solo seu e logo nas primeiras páginas ele mostra que aperfeiçou sua escrita traço consideravelmente.
Nessa espécie de versão própria de Asylum Arkham Templesmith conta a história de Raymond Delgado, um homem com diversas condições psiquiátricas diagnosticadas e um psicopata condenado perpetuamente sem chances de condicional ou algo do tipo levado para Hoxford Correctional Facility and Mental Institution.
Administrado independentemente por um conglomerado russo e lar de diversos criminosos violentos com condições mentais diversas que recebem tratamentos pouco convencionais, Hoxford é o último lugar que uma pessoa sã pensaria em chegaria perto.
Pronto, taí o cenário perfeito para o autor encenar cenas de horror a rodo e ainda adicionar tons sobrenaturais a trama enquanto revela mais detalhes grotescos do seu pertubado protagonista. No ritmo que iniciou, parece que as quatro edições previstas não serão o suficiente para Templesmith mostrar tudo que deseja em Hoxford. Para ler escutando Bohren & der Club of Gore.
2 ComentáriosO Retorno Serial Killer Favorito da América
09.09.2008 | Séries
Tenho que dizer que é uma boa época pra se acompanhar séries, filmes e tudo mais que possa ser baixado na internet em alta qualidade. Já era bastante legal poder assistir episódios dias após sua exibição na gringa, então o negócio foi se especializando e tem séries que assisto no mesmo dia em que passam lá com um delay mínimo de um par de horas. Aí episódios pilotos começaram a vazar e season premieres também.
Agora antes mesmo de estrear lá eu já assisti um, ou até quatro, episódios vazados semanas antes da estréia oficial. Você tem que amar os rippers ninja e seus contatos dentro dos estúdios. Faz anos que me mudei de casa e abandonei a TV a cabo e não sinto a menor falta. Diabos, até as olimpíadas eu baixei.
Tudo isso pra dizer que seguindo a tradição do ano passado - se não me engano vazaram os quatro primeiros episódios da segunda temporada - Dexter começa antes da data anunciada com uma season premiere excelente de sua terceira temporada. Parece que haverá um cuidado de evitar o que aconteceu na temporada anterior onde muitos episódios foram descambando pra um clichê terrível e o jogo de gato e rato a lá Death Note mostrou-se várias vezes desgastado.
Pelo primeiro episódio dá pra notar que vai ser como a primeira temporada, mais focada nos demônios de Dexter do que nos resultados das experiências que ele teria lidando com situações adversas (convenhamos, esse artificio narrativo é coisa de série em fim de carreira). A narração em off voltou mais incisiva do que nunca e parece que teremos ótimos monólogos outra vez. Até mesmo o plot que se começou está parecendo muito promissor pra mim. Senhoras e senhores, talvez seja uma temporada formidável.
Aproveitando, outra série favorita da casa que começou oficialmente sua quinta temporada lá fora e vai ser mais uma companhia semanal nos meus players é Entourage. Se você não assiste é um bom momento pra correr atrás dessa série que é a minha dose semanal obrigatória de putaria e piadas movidas a testosterona pura. Hail Ari Gold!
(eita, Californication também vazou)
Comente




If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
