Narrando o Apocalipse
03.09.2008 | Geral
Hoje lendo os feeds acumulados do excelente The Art Of Title Sequence vi no post sobre a abertura de Dawn Of The Dead (minha favorita de filmes de zumbi, quiçá de todos de horror) a música “The Dead Flag Blues” do Gospeed You! Black Emperor, que o autor do post colocou como um extra para o clima apocalíptico da abertura do filme.
Eu nem lembrava como era incrível essa faixa que abre F#A# (ou seja lá como é que se escreve o nome desse negócio), disco de estréia do Godspeed. Ela conta com um monólogo pesado e melancólico de Lee Marvin sobre um cenário apocalíptico que faz arrepiar. O instrumental característico do Godspeed entra logo depois e não melhora muito a coisa.
The car is on fire and there’s no driver at the wheel, and the sewers are all muddied with a thousand lonely suicides. And a dark wind blows.
The government is corrupt and we’re all so many drunks with the radio on and the curtains drawn. We’re trapped in the belly of this horrible machine, and the machine is bleeding to death.
The sun has fallen down, and the billboards are all leering. And the flags are dead at the top of their poles.
It went like this — the buildings toppled in on themselves. Mothers, clutching babies, picked through the rubble and pulled out their hair.The skyline was beautiful on fire, all twisted metal stretching upwards, everything washed in a thin orange haze.
I said, “Kiss me, you’re beautiful, these are truly the last days,” and you grabbed my hand. And we fell into it like a daydream, or a fever.We woke up one morning, and we fell a little further. For sure it’s the valley of death; I open up my wallet, and it’s full of blood.
Godspeed You! Black Emperor - The Dead Flag Blues
Esse monólogo (que pode ou não ser do real Lee Marvin) faz parte de um filme inacabado chamado “Incomplete Movie About Jail” de Efrim, um dos membros do Godspeed. Taí um grande filme que ninguém verá. Escute e baixe a mp3 acima e concorde comigo.
1 ComentárioComo invadir um país [ou] Generation Kill
01.09.2008 | Séries

Qualquer um que tenha lido um artigo inteiro e qualquer revista nos últimos anos sobre a invasão americana no Iraque deve ter percebido que diversas manobras millitares em solo iraquiano foram no mínimo atrapalhadas para um exército supostamente bem treinado e de recursos altamente avançados. Quem testemunhou isso de perto foi o repórter Evan Wright, que em 2003 escreveu para a Rolling Stone uma série de artigos que retratam como uma das maiores forças de elite do mundo, neste caso os marines do batalhão bravo da Recon, foi subaproveitada e mal guiada durante os 40 primeiros dias de invasão.
Estes artigos viraram um livro e recentemente a HBO exibiu a série em sete partes chamada Generation Kill, baseada nesse livro e mais uma obra de David Simon depois de terminar sua épica The Wire. Primeiro é preciso saber que os fuzileiros da FORECON são uma força especial altamente treinada em diversas técnicas de combate. São os caras que podem destruir uma cidade inteira sem sofrer nenhuma baixa. Isso em condições de combate e comando em campo de batalha ideais, coisa que nos eventos retratados na série (que ficam exatamente na linha entre real e ficcional) eles não tiveram.
Desde o primeiro episódio ainda concentrados num campo no Kuwait esperando para invadir o Iraque e lidando com a idéia de que a guerra termine antes mesmo deles precisarem entrar nela, até os dias de patrulha em Bagdá os fuzileiros sentem-se subaproveitados e mal guiados por uma cadeia de comando cheio de idiotas. Como eles mesmos dizem a certa altura, são como Ferraris dentro de uma arena de monster trucks, fazendo missões estúpidas e de alto risco. Caras treinados ao custo de alguns milhões de dólares por fuzileiro servindo como policiais em bloqueio de estradas.
Comentários táticos a parte (e eu poderia falar só sobre isso por vários parágrafos) a série entrega vários momentos hilários nos diálogos de fuzileiros entediados fazendo um trabalho que não foram treinados para - e confesso que poucas coisas são tão engraçadas quanto humor de fuzileiros: uma mistura de racismo, misoginia e machismo que é essencial tanto para mantê-los prontos pra atirar em alguém quanto para expressar seus patriotismo e companheirismo, acredite. Desde o capitão babaca apelidado de Capitão América, passando pelo sargento Colbert aka The Iceman (que após a “tomada” de uma pista de pouso totalmente abandonada exclama “That was fuckin’ ninja!”) ao hiperativo Cabo Ray os episódios me fizeram rir como poucas séries esse ano conseguiram.
É, eu tenho um senso de humor deteriorado. Mas e você que gosta de Teatro Mágico?
Mais uma série que só poderia ter vindo da grande mãe chamada HBO, sempre disposta a oferecer produções sem paumolismo para mim e você e que assim como Band Of Brothers (apesar de serem coisas bastante diferentes) deixa a vontade de reassistir e guardar em dvd. Junto com House Of Saddam da BBC (em parceira também com a HBO) monta um cenário mais completo do que foi a invasão no Iraque e a queda de Saddam. Stay frosty.
3 ComentáriosEm Tempo (de Eleições)
27.08.2008 | 42
Relendo Transmetropolitan aqui (ah aqueles tempos de “quero ser jornalista” e de tardes lendo Hunter Thompson) percebi porque que a maldita revista ainda continua sensacional: o barbudo Warren Ellis escreveu suas melhores linhas nos diálogos de Spider.
You want to know about voting. I’m here to tell you about voting. Imagine you’re locked up in a huge underground nightclub filled with sinners, whores, freaks, and unnameable things that rape pit bulls for fun. And you ain’t allowed out until you all vote for what you want to do tonight. You like to put your feet up and watch ‘Republican Party Reservation.’ They like to have sex with normal people using knives, guns, and brand new sexual organs that you did not know existed. So you vote for television, and everyone else, as far as your eye can see, votes to fuck you with switchblades.
That’s voting. You’re welcome.
Toma aqui em português, seu inútil preguiçoso.
1 ComentárioSupermarket
25.08.2008 | Nerdices
Estar sempre à procura de algo pra preencher aquela lacuna de tempo entre uma atividade e outra é das coisas mais comuns quando se mora sozinho. E com a dose certa de descuido essas lacunas acabam tomando o dia inteiro. Revirar pilhas de revistas (já li essa matéria dessa Piauí?) e quadrinhos (esse número de Preacher é aquele do vietnã?) em busca de algo que garanta aqueles vinte minutos enquanto o download de um filme termina faz parte do meu cotidiano.
Ontem esperava terminar de baixar o último episódio de House Of Saddam - a melhor coisa que descobri semana passada - e lembrei de Supermarket, já há algumas semanas na fila de leitura . Escrita por Brian Wood (o homem por trás de Demo e DMZ) e ilustrada por Kristian Donaldson (também de DMZ) a mini em quatro partes é sobre Pelle Suzuki, uma típica liberal ativista de boutique cheia de observações sobre o consumismo e o horror da vida capitalista moderna que apesar de não precisar do dinheiro trabalha como balconista numa loja de conveniências. Um dia volta pra casa e encontra seus pais mortos e uma mensagem deixada por eles para que fuja imediatamente. Daí entram perseguições envolvendo yakuzas e a indústria pornô sueca por partes de uma mega-cidade cheia de zonas classificadas por status social de seus moradores. Essa cidade é chamada de Supermarket.
Brian Wood sempre mostrou em seus trabalhos uma veia COMUNA que vai desde o discurso liberal bacanudo e contundente (a crítica ao jornalismo corporativo em Channel Zero é o melhor exemplo disso) até o papo um tanto babaquinha sobre as terríveis coisas que fazemos no dia a dia como comer fast-food e comprar produtos feitos por pobres asiáticos e yada yada. Nas primeiras páginas de Supermarket parece que esse seria o tom da mini inteira mas ainda bem que Wood também gosta de tiros e coisas legais como Yakuzas e mulheres com armas e parte para a ação desenfreada sem muita demora.
A arte de Kristian segue combinando muito bem uma paleta de cores altamente diversificada (pra não dizer COLORIDINHA DEMAIS) com um traço que apesar de indie na natureza abusa de quadros espertos para pintar as cenas dentro da enorme e confusa cidade cheia de letreiros em Helvetica. No final Brian Wood faz lá seu ato de esquerda enquanto monta cenas legais de tiroteio e todo mundo sai ganhando apesar de um desfecho um tanto apressado. Vale a leitura pela arte de Kristian (as capas dele são especialmente deliciosas) e porque apesar de tudo Wood é um puta escritor de ação.
2 ComentáriosFighting Evil So You Don’t Have To
24.08.2008 | Séries
Há algumas semanas assisto religiosamente The Middleman, série baseada num gibi desconhecido (o que diabos não vem de um gibi hoje em dia?) sobre um super-herói chamado er, Middleman e sua recruta que mistura tramas sci-fi com frescor pulp, referências pop aos montes (é uma verborragia tão grande que o pause se faz necessário aqui e ali) e diálogos que não precisam ser tristemente forçados como em The Big Bang Theory para ganharem a alcunha de nerd E serem realmente engraçados.
Na verdade parece que nos últimos tempos ser nerd é ser cool, né? Daí séries como Chuck e a já citada Big Bang e abusam de referências babaquinhas para criar uma empatia. É como se bastasse dar uma lida em Watchmen e assistir uns filmes do Kevin Smith pra adentrar nesse mundo mágico. Cacete, não existe nerd cool. Existe o geek, aquele endinheirado que compra gadgets e edições encardenadas de Civil War e senta no shopping com enquanto twitta que Dark Knight deveria ter usado melhor a trama de O Longo Dias Da Bruxas (que ele não leu, mas viu no Omelete que tem a ver). Dá no saco, de repente todo mundo conhece Frank Miller e despreza. Mas divago.
O importante é que The Middleman não se preocupa em aparentar alguma coisa lá muito séria. Digamos que é apenas legal ver a protagonista Wendy Watson pilotar caça até o México pra salvar o seu chefe (o Middleman, uma espécie de super-herói) e o seu mentor Ping que foi preso por luchadores mexicanos dentro de uma gaiola criada pela refração da luz num diamante perfeito. Os roteiristas vão amontoando coisas legais na trama sem apelar pra dramas desnecessários entre os personagens e plot twists no estilo lost. E no final funciona como deveria, é sci-fi, comédia e NERD sem encheção de saco.
Aproveita que pouca gente tá assistindo e começa a baixar os episódios. Daqui a alguns anos o DVD vai ser CULT tipo “a melhor série que você não assistiu” ou algo assim. Eu já comecei a ler até o gibi, que também é bem legal. Não sei se existem legendas em português e os releases tem poucos seeds, mas vai na fé que tu consegue.
4 Comentários
Dia desses meu irmão passou uns dias aqui em casa e na cruzada pra mostrar pro garoto o que é cinema de verdade peguei alguns filmes pra fazer uma sessão de tiro e explosões. Entre Starship Troopers (sempre sensacional) e Operação França assistimos Miami Vice do Michael Mann. É, esse mesmo baseado na série cheesy que todo mundo conhece. Tinha visto no cinema alguns anos atrás e gostado muito. Eu sabia que Miami Vice era o tipo de filme que diverte no cinema e deixa a impressão que uma reassistida talvez releve algo mais que você sabe que está lá, só que precisa do clima ideal pra aparecer.
Dessa vez foi a minha bizarra identificação com Sonny Crockett, o marrudo de cabelo estranho que não sabe combinar ternos interpretado por Colin Farrell. Ele possui um ar inerente de falsa preocupação com o que está fazendo enquanto na verdade o foco está mais adiante procurando algo mais naquilo aquilo. Sonny parece saber que está apenas fazendo o seu trabalho (pegar os bandidos) e por mais que ele seja perigoso e desafiador - nada como cruzar Miami abusando de uma Ferrari F430 e trafegar entre paises a bordo de nada singelas Donzis ao som de Mogwai - ainda tem algo muito estranho ali, vai que os bandidos não sejam tão bandidos assim e ele não seja o cara ideal pro serviço. Não é preciso olhar muito ou avaliar a atuação de Ferrell no longa, está tudo ali. É um cara que mesmo fazendo algo incrivelmente perigoso e aproveitando a viagem com brinquedos legais ainda precisa levar o limite um pouco mais adiante. Precisa fazer aquilo que deixaria até um narco-traficante internacional com medo.
Assim como saí do cinema daquela vez e a minha senhora me olhou e perguntou “Vem cá, você é o Sonny Crockett?” e eu apenas ri por causa da semelhança física de bruto sem muito jeito após reassistir aprendi com Sonny mais alguns truques e descobri que nossa marrudice é mais do que aparenta. Você riria que se eu disse que Miami Vice me ensinou algumas coisas sobre mim mesmo, mas fazer o quê. Tem coisas que só Miami faz por você. Vai que eu tô vendo coisas demais em lugares estranhos. Hora de deixar crescer o mullet.
2 ComentáriosBehold the Olympics
12.08.2008 | 42
A melhor coisa das madrugadas é zapear as tv e ver um esporte random como salto ornamental sincronizado sendo NARRADO. Isso lá é esporte? “Agora a dupla da Coréia do Sul se preparando, olha o salto, OPA, muito bom hein?” Mas aí tem tiro, os caras parecem máquinas - mas os alvos são um tanto bestinhas também, curto aquela parada de HUT-PÁ. Do outro lado tem aqueles caras puxando umas PUTAS velas pra cima e pra baixo fazendo um circuito que só posso presumir que seja imaginário. Se em algum momento alguém gritar GANHEI é capaz de darem a medalha pra ele. Imagina os caras ali na cabine de TV discutindo “quem tá na frente ali? - Ih cara, foca naquele australiano sarado ali e diz que é ele”. E tem os brasileiros naturalizados GEORGIANOS dizendo pra TV que “uma pena nao trazer esse título pro nosso país”.
NENHUM SENTIDO.
Mas aí tem a guerra. A China e o resto.
Ah.
Liguem o LHC, mano. Post em homenagem (emulada) ao barbudo que tá numa killing spree sacana esses dias.
1 ComentárioPoker em algumas linhas [ou] É por isso que jogo
25.07.2008 | Poker
- Sempre me interessei por cartas, não sabia exatamente qual o jogo mas as cartas sempre tiveram uma fascinação enorme pra mim. Só ano passado tive a oportunidade de aprender poker junto com amigos e então esse pequeno sonho de infância foi realizado.
- O começo foi estranho, aprender é fácil - a internet ajuda muito até certo ponto, mas é como dirigir: só pegando no volante que você consegue realmente fazer algo. Tem aquela frase sobre poker que é mais ou menos assim “é um jogo que leva cinco minutos pra você aprender, mas uma vida inteira para dominar”. É bem assim.
- Não jogo por causa de dinheiro. Poker não é isso pra mim. Não é sobre sorte ou azar. É sobre jogar, sobre as pessoas que jogam com você e sobre o que você consegue fazer com as cartas que tem na mão. E dá pra fazer muita coisa com um par de dois assim como quase nada com um par de ases.
- É com a vida, gafanhoto, pura e simplesmente. Você tem que jogar com o que tem para poder viver mais um dia, um mês ou um ano.
- Você se vê numa mesa cheia de jogadores, alguns muito mais experientes que você e tem que jogar com eles para conquistar a vitória, o dinheiro ou seja lá que você queira conquistar. O jogo é como mais versão mais simples da sua vida, cada mão jogada é um dia, cada aposta é uma decisão tomada e cada pote ganho é um objetivo conquistado.
- Não é um jogo de sorte ou azar, é um jogo de habilidade. Tem aquela outra história que alguns jogadores conseguem vencer mãos sem nem olhar as suas cartas. Isso é verdade também, por mais assustador e irreal que isso soe.
- Se você já se mostrou (merecidamente ou não) superior uma pessoa, conseguiu ser melhor do que ela em alguma coisa você está jogando poker mesmo sem saber. Essa é a beleza do jogo, te acompanha em qualquer momento mesmo longe das cartas.
- É sobre as pessoas. É você saber se deve confiar no que uma pessoa diz ou faz. Cada ação na mesa parte de uma decisão que você tomou. Não tem essa de perder tudo por causa de azar. Você escolheu esse caminho. Lide com isso. Ás no river é como ganhar na mega-sena: você tem chances, mas melhor não fazer dívidas já contando com isso.
- É um jogo de paciência, de espera e de saber aproveitar o momento e a sua posição em relação a outras pessoas. Saber o momento exato de correr um risco. Parece familiar pra você?
É por esses motivos e tantos outros que eu jogo. E que você deveria jogar também. Seja um vencedor.
6 ComentáriosKnight of Gotham
21.07.2008 | Geral
Anunciei no twitter com erros gramaticais e tudo: The Dark Knight é o Godfather dos filmes baseados em histórias em quadrinhos. Ia arriscar uma resenha, pra ver se conseguia falar do filme de forma diferente, mas deixa pra lá. Tem muita gente legal por aí escrevendo o que deve ser escrito, votando no IMDB e propagando que a atuação do Ledger é sim algo com um quê de sensacional e que finalmente o morcego teve o tratamento digno nas telas que merece um Cavaleiro Negro. De repente aquela idéia de ver o Eastwood como um Wayne aposentado não parece tão irreal.

Provavelmente falarei de alguns spoilers aqui, então tejem avisados. O que mais me surpreendeu durante a sessão foi o grau de envolvimento da platéia. Aqui em Belém sessões de estréia de grandes filmes nerds geralmente honram a tradição de grtaria, torcida e outras presepadas que só nerds conseguem fazer no cinema, como por exemplo cosplay. E nesse filme a casa estava cheia. Desde o trailer do X-Files (que vai ser bem meia boca, hein) até o momento que o coringa surpreende todos na tela a gritaria estava presente.
Normalmente eu ficaria um pouco chateado, mas dava pra entender, diabos, até eu queria gritar! Era o filme do morcego que todo mundo estava esperando. E a gritaria continou desenfreada, já que o filme é uma ladeira abaixo. Sabe a cena em que o Gordon aparece depois de dado como morto? Aquilo ali me arrepiou, teve nego batendo palma de pé. Ali naquela sessão estavam um monte de caras que pareciam entender o quanto o comissário Gordon representa. Isso me fez aproveitar bem mais o filme, é fato.
Não que precisasse desse clima de estádio. O filme não precisa de empurrão algum pra se fazer uma obra de primeira grandeza na tela. Na primeira vez que Bruce Wayne aparece na tela, abatido, se costurando e tentando se manter são você já sabe que o filme tem algo de diferente. O Coringa aparece só pra confirmar tudo isso, sádico e incontrolável. Perdeu marvete, é da DC o maior filme de super-heróis sem super-heróis.
2 ComentáriosLife is Bullshit and It’s Bad For Ya
23.06.2008 | 42
Semana passada lá no twitter todo mundo estava babando em cima daqueles caras, Daniel Gentilli e Rafinha Bastos. Grandes merdas. Dois babacas com piadas fracas sem nada pra dizer, sem nada para falar sobre com o mínimo de astúcia e rebeldia. Pode ser comédia para uma blogsfera iludida e babaca. Pode ser. Pra mim George Carlin é comédia, é algo pra se assistir, rir e recomendar.
Aí ele morreu. Esse era galo. Quatorze especiais na HBO e vários discos de comédia, cinquenta anos de carreira. O seu último especial da HBO chamdo It’s Bad For Ya ainda é facilmente encontrado em torrents. Se você não conhece o mestre, é um bom começo. Aprenda com ele que people are fucked. Não sabe inglês? Taí um bom motivo pra começar a arranhar seus primeiros exercícios de to be.
Assista TUDO.
O Nix já fez o obituário dele, o Bruno também. Chegou a minha vez. De repente o nosso time, o dos caras sacanas que tão pouco se lixando pra muita coisa e que mais querem ficar em paz enquanto reclamam o máximo das merdas que todo mundo acredita e faz, fica desfalcado. Mas que seja. Life is worth losing, já diria Carlin.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
